quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Adeus, Orlando!

Adeus, Orlando!
Encantou-se aos 74 anos.
Quem encantou brasileiros e argentinos.
O zagueiro Orlando Peçanha foi uma rara unanimidade.
Deslumbrou vascaínos e xeneizes.
Nos anos 70 ganhei um livro de minha mãe.
A Seleção Brasileira de Todos os Tempos.
Eleita em votação antes da Copa de 70.
Lá estava a defesa:
Gilmar, Djalma Santos, Orlando, Domingos da Guia e Nilton Santos.
Li e reli a história de Orlando.
Nunca o vi jogar.
Muita gente vai debochar de mim:
"Ele não sabe o que fala!"
Pode ser.
Mas quem admira o gênio.
Acredita sem ver o milagre.
E segundo os mandamentos do futebol.
Benditos os que não viram e tem fé...
Deles é o Reino do Futebol.
Vá com Domingos, Orlando!
Domingos que vestiu as mesmas camisas que você.
Com a mesma classe.
Com a mesma nobre estirpe...
Os que ficam assistindo os zagueiros pernas-de-pau te saudam!

Escrito por Roberto Vieira às 20h00

Faço minhas as palavras do Roberto, para homenagear este grande craque, este grande homem. Vai com Deus, meu amigo.
Valdir Appel.

5 comentários:

Roberto Vieira disse...

Obrigado por publicar o texto, Mestre Appel. Que Deus o tenha em seu time!

Ricardo Antônio disse...

Parabéns Roberto! Valeu Vadir! O time lá de cima ganhou um baita reforço na zaga! Abraço, Ricardo Antônio.

Mauro disse...

E' sempre com muita tristeza que recebo a noticia de falecimento daqueles que fazem parte da historia do Vasco. E o Orlando e' uma parte muito importante dessa historia tao repleta de grandes craques. O vi jogar pelo Santos a partir de 1965 e no final de carreira de volta ao Vasco, em 1969, ja' faltando um pouco de velocidade, mas jogando o fino. Sua atuacao impecavel numa vitoria sobre o Botafogo por 3x0 no Maracana me impressionou, jamais esqueci.

Mauro

Adalberto Day disse...

Valdir
O Roberto Vieira escreve como poucos souberam em poucas palavras definir este grande jogador. Quando eu soube da morte, confesso que me entristeceu demais, quando garoto ouvia muito meu pai falar dele e eu sabia de cor a escalação da copa de 1958, onde ele Orlando Peçanha fez dupla com Beline ambos do Vasco. Como diz o Roberto Vieira, ele encantou todos os brasileiros e argentinos, com seu futebol clássico e principalmente a raça.
Sua raça era semelhante (quem sabe igual) a dos argentinos. Só não atuou na copa de 1962, pois na época jogava na Argentina pelo Boca Júnior. Voltou ao Brasil onde foi jogar no grande time do Santos de Pelé, e encerrou a carreira no seu querido Vasco da Gama. Guardo a sete chaves a Revista do Esporte nº 104 de o4 de março de 1961.
Miguel, Paulinho, Beline, Orlando e Coronel....grande Vasco de 1958, super-super campeão.
Adalberto Day cientista social e pesquisador em Blumenau SC

Alexandre Porto disse...

Valdir,
gostaria de seu comentário para:

Resgatando um velho Vasco X Flu de 1969

http://www.aleporto.com.br/blog.php?tema=2&post=2435

Orlando vi apenas uma vez em 1969, mas naquele dia não tinha ainda a dimensão de sua importância, pois era apenas um garoto de 6 anos.

Esteve sempre entre os grandes.

abs