quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Treinador gago

Por Valdir Appel

O mineiro Ademar era auxiliar técnico do treinador Paulinho Gonçalves, do Goiânia Esporte Clube e respondia pela orientação das equipes de base do clube alvi-negro.
Era extremamente competente no exercício das suas funções, e possuía um humor afiadíssimo.
Concentrava junto com os jogadores, que formavam rodinhas em torno dele para ouvir (deliciados!) as suas histórias, causos e piadas.
O fato de Ademar não gaguejar nestas ocasiões, intrigava a boleirada.
Até então só conheciamos gagos que não gaguejam ao cantar.
No dia-a-dia, tinha as suas rateadas naturais.
Paulinho Gonçalves designou Ademar para dirigir o time do Goiânia em um quadrangular promovido pela Federação do Mato Grosso, onde enfrentaríamos as equipes do Mixto, Operário e Dom Bosco.
Nos vestiários do Estádio José Fragelli - ou Verdão, no dia da estréia, Ademar e o preparador físico Renatão reuniram os jogadores para a preleção.
Ademar sacou um papelzinho do bolso e bem que tentou:
“O time inicia com Va-valdir, Ne...neto...Lu-lu-la...Proprofessor Re...re-natão ajuuda aaquí!”
O torneio permitia apenas um intervalo de 48 horas entre um jogo e outro. Por isso, o professor Renatão, exigente na preparação e preocupado com o desempenho do grupo, mantinha severa vigilância sobre a rapaziada que, apesar disso, dava um jeitinho de driblá-lo no trajeto (feito a pé) entre o hotel e o restaurante.
Discretas entradas nos bares aliviavam a barra dos mais ávidos e sedentos, justificadas pelo calor intenso na cidade.
Nos jantares, pedíamos ao professor que liberasse uma cervejinha pra cada um; ele recusava. Após a última partida, quando conquistamos o torneio, Renatão deu ordens ao garçom para servir cerveja à vontade.
Foi aberta uma cerveja para cada jogador. E para surpresa da comissão técnica, todos recusaram pedindo um refrigerante.
De sacanagem, havíamos combinado deixar abrir a cerveja para então dizer:
“Obrigado, mas eu não bebo”.
Renatão ficou com um desejo (natural!) de esgoelar alguém.
Um treinador gago, um preparador físico ingênuo, e jogadores moleques foram motivos suficientes para o inexperiente chefe de delegação, Ari Santana, viajar 20 horas de vôo rasteiro, abraçado ao troféu conquistado, no regresso a Goiânia.
Afinal, há muito tempo o Goiânia não ganhava nada, e vencer um torneio preparado para que o título ficasse entre os anfitriões, tinha um sabor muito especial.
A decepção foi tão grande entre os organizadores e dirigentes cuiabanos, que não ficou ninguém no estádio pra entregar a enorme taça que conquistamos, embaixo de muita chuva.
Fairplay de canela.
(Goiânia, 1979)

Na foto: Amado, Odon, Zé Krol, Nascimento, Palmi, Lourenço e Valdir.
25/10/2008 16:42:00

Troféu da Especial receberá o nome de Valdir Appel - Chiquinho

O troféu que será entregue ao campeão Catarinense da Divisão Especial de 2008, que pode ser o Bruscão neste domingo, foi denominado de Taça Valdir Appel – Chiquinho pela Federação Catarinense de Futebol, conforme resolução nº 61/2008.
Chiquinho foi escolhido "pelos relevantes serviços prestados ao futebol catarinense e brasileiro", como informou a FCF em seu site.
O ex-goleiro jogou no Clube Esportivo Paysandú, de Brusque, do América/RJ, do Sport Clube Recife/PE, do Clube de Regatas Vasco da Gama/RJ e do Goiás/GO.

Acesse e veja a foto do Troféu:
no site do Jornal Município Dia a Dia.
http://www.omunicipio.com.br/Website/Noticias/?CodigoNoticia=414
ou no site da Federação Catarinense de Futebol
http://www.fcf.com.br/

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Paysandú - 98 anos
Por Ricardo J. Engel
Em breve vamos comemorar 98 anos, a história vivida pela grande plêiade paysanduense que muito fez pela história do Clube!
"O papel que hoje representa o Verde e Branco na vida de Brusque é realmente admirável, indo muito além do que sonharam os seus entusiastas fundadores" (Ayres Gevaerd, em 1959)
Parabéns a todos os que fazem parte desta história de brilho e esplendor, iniciada há 98 anos!