quinta-feira, 10 de junho de 2010

Nas ondas do rádio

Outra copa está aí, dessa vez na África do Sul. Como acontece de quatro em quatro anos, nos dias dos jogos da seleção brasileira, o país para. Na hora das partidas as ruas ficam desertas. As repartições, comércio, indústrias e instituições até adaptam os seus horários para que todos possam torcer pelo Brasil. Em todo lugar do país, por mais distante que seja, sempre tem uma televisão ligada transmitindo a partida.

Os recursos das transmissões, cada dia mais sofisticados, oferecem aos torcedores uma visão perfeita do desenrolar da partida. Seja repetindo os lances e gols em diversos ângulos ou tirando eventuais dúvidas sobre determinada jogada.

Entretanto, no passado não era assim. Até a copa de 1966, na Inglaterra, os jogos não eram transmitidos pela TV para o Brasil. Os torcedores, então, tinham que acompanhar a seleção pela velha e vibrante transmissão pelo rádio.

Assim, cabia aos narradores esportivos passar para os torcedores todas as emoções das partidas. Cada qual, no seu estilo de narrar, descrevia para o torcedor como foi o espetacular drible de Garrincha ou o fantástico GOOOOOL de Pelé ou de Vavá.

Ainda hoje, gosto de ouvir jogos pelo rádio. Mas, por opção. Entretanto, sinto saudades daquela época, em que era a única maneira de acompanhar os jogos da seleção ou do seu time de coração. Cresci ouvindo as transmissões esportivas pelas emissoras Globo, Nacional, Tupi, Record ou Panamericana. Dependia das ondas que o nosso velho aparelho Zenith conseguisse sintonizar primeiro.

Assim, nesse texto, presto uma homenagem a Fiori Giglioti, Geraldo José de Almeida, Doalcei Camargo, Jorge Curi, Valdir Amaral (foto) e tantos outros famosos narradores esportivos do passado, que, com sua vibração e criatividade, fizeram brotar no meu imaginário, ainda menino, lá em Mantiqueira, a grande paixão pelo futebol.

Por Victor kingma - www.historiasdofutebol.com.br

3 comentários:

Í.ta** disse...

eu ouvi muito o garotinho zé carlos araújo e o penido, na tupi. ô época boa! agora, larguei mão um pouco do rádio. dói muito o coração ouvir jogo. emoção por demais. preciso cuidar, rs.

grande abraço!

Adalberto Day disse...

Valdir
e Victor
A copa do mundo sempre cativa todos os povos de todos os continentes.
Os recursos das transmissões, cada dia mais sofisticados, são importantes para saber corretamente e ter uma melhor conclusão de detalhes complicados em uma partida de futebol.
Continuo a ser fã do rádio e muitas vezes vejo na TV e com o rádio ligado.
Todas as emissoras e locutores que você relata, também fizeram parte da minha vida. O Valdir Amaral que você nos mostra na postagem, eu achava fantástico...ele dizia :" estão sendo desfraldas as bandeiras do Vasco" o gigante da colina. Tem fumaça de gol dinamite na parada, gooolllll do Vascão "Roberto Dinamite, camisa 10 que tem cheiro de gol...detalhe do lance Deni Meneses, Gilson Ricardo. Anteriormente ele narrava os gols de Vavá e depois o Almir, : tabela entre Mário e Célio, arranca Célio fuzilou é gol do Vascão...Célio, sensacional, Célio é o nome dele. antes com Saulzinho e Viladonega, ou Gols do Nado, Nei, Silva, Lorico, Bianchini, Valfrido e tantos outros. Falo do Valdir que representa tantos outros que você cita...grande Jorge Curi.....
Saudosismo brilhante.
Adalberto Day cientista social e pesquisador da história

Mauro disse...

Os narradores de outrora, que criaram as tecnicas da sua profissao, cada um com seu estilo pessoal, formaram e marcaram algumas geracoes de torcedores. Eu tambem continuo adorando o radio e em especial as transmissoes esportivas, que as vezes ainda acompanho via Internet. Mas aquele tempo romantico de antes das transmissoes pela TV nao volta mais. Entre as reliquias que eu tenho e dou mais valor sao as fitas cassette que eu tenho de gravacoes de narracoes de gols.

Os primordios do futebol pela TV tambem sao interessantes. Havia os video-tapes dos jogos e as mesas redondas. Se o excelente Victor Kingma tambem era ligado nisso, poderia nos brindar com um texto a respeito. Fica aqui a sugestao.

Valdir, um abraco para voce.

Mauro