terça-feira, 5 de julho de 2011

A trupe do Avaí

Nos anos 70, o Avaí realizou uma excursão pelos gramados das três Américas, desfilando um excelente futebol, e conquistando excelentes resultados, para orgulho dos torcedores catarinenses.
Após os jogos, como ninguém é de ferro, alguns traquejados boleiros, sempre burlavam a vigilância do experiente técnico Áureo, para mostrar nas noites portenhas o talento extracampo do craque brasileiro.
Buenos Aires, nunca mais foi a mesma, depois de conhecer o ritmo e o pandeiro do lateral avaiano Sabará, acompanhado por este seleto e afinado grupo de jogadores, que mostrou, no pé e no gogó, que catarina também sabe sambar.
Evidentemente, o cachê dos jogadores as casas noturnas pagavam em picanhas e garrafas de vinos.
No retorno à Florianópolis o técnico Áureo, revelou à diretoria quem era o líder das escapadas noturnas.
Assim a delegação com destino a América Central, não incluía o sambista Sabará.
O que Áureo não sabia, é que no seu time tinha:
Ademir-baterista, Jaico-percussionista, Veneza-guitarrista e o crooner Cezinha, que cantava igualzinho ao Roberto Carlos.
De quebra contrataram o atacante Luiz Everton do Figueira, para a excursão, excelente cantor e violeiro.
Na passagem por San Salvador, o cônsul brasileiro deu uma festa e convidou a comitiva avaiana.
Altas horas, estimulados pelos gorós, os artistas do Leão da Ilha subiram ao palco da mansão do cônsul.  Substituíram os músicos da orquestra local, e deram um verdadeiro show.
Entre os ouvintes, um empresário entusiasmado com desempenho da rapaziada, ofereceu ao grupo um contrato para a gravação de um disco e apresentações nas melhores casas de espetáculos da noite salvadorenha.
Quase que o time fica por lá mesmo.


(Nota do autor: baseado em fatos reais, relatados pelo Sabará. Eu aumento, mas não invento).
Sabará também fez parte do grupo de pagode Senti Firmeza, que em seus 24 anos de existência fez sucesso em todo o país, principalmente entre 1995 a 1997, quando tocava ao lado de Alcione, Fundo de Quintal, Só pra Contrariar, Negritude Júnior e outros grupos de pagode da época.


 Fotos Blog do Avaí-http://blogmemoriaavaiana.blogspot.com/

4 comentários:

Roberto Vieira disse...

Mestre, você é um mestre da crônica! É um deleite poder ler tanto texto genial!!

Adalberto Day disse...

Valdir
Grande postagem do nosso glorioso Avaí.
Creio que por ter as cores do meu querido Amazonas, sou torcedor apaixonado pelo Avaí.
Então o Avaí sambou nos gramados internacionais, e já era bom de bola e de samba por aqui.
Ao invés de jogar futebol, quase se transformaram em cantores...e shwos de samba nos pés.
Grande Avaí de belas histórias e essa eu não sabia.
Adalberto Day cientista social e pesquisador da história em Blumenau

Antonio Estevam Neiva disse...

Valdir,

Essa capa de um LP do Renato e seus Blue Caps lembra algo?
SENTI FIRMEZA que vc vai dizer que sim.
Ah, qual a razão do nome Avaí?
Abração.
Saudações vascaínas.

Ri cardo Engel disse...

Valdir,
Nota 10 para essa crônica!
Valeu!
Abração!