quinta-feira, 20 de novembro de 2008

O Massagista e o ReiChico, provavelmente, deve ter sido o intelectual dos massagistas. Trabalhou no Vasco, no Fluminense e também na Arábia Saudita.
Foi também o primeiro massagista do Voltaço, fundado em 1976.
Em Volta Redonda ocupava suas hora vagas como terapeuta de madames e em inspiradas pinturas paisagísticas. Chegou a vender 24 quadros numa exposição na Praça Brasil.
Sem falar que foi ele quem negociou as placas de publicidade do Estádio Raulino de Oliveira. Visitava os comerciantes empolgados com o sucesso do time, e vendia os outdoors que ele mesmo pintava e expunha à beira do gramado.
Foi no jogo do milésimo gol de Pelé, alguns anos antes, em 1969, que Chico deu mostras da sua capacidade criativa. Eu estava com ele no banco de reservas vascaíno.
Chico segurava e escondia junto ao corpo uma camisa do Vasco com o numero 1.000 às costas.
Logo após Andrada ter socado o chão, inconformado com a marcação do gol que Pelé dedicou às criancinhas, Chico se misturou aos jogadores, repórteres e curiosos e conseguiu vestir a camisa cruzmaltina no Rei. Com ela, Pelé deu sua volta olímpica no Maracanã.
Depois do jogo Chico ainda conseguiu réplicas autografadas por Pelé da bola e da camisa.
Ele as conserva até hoje.

Pelé, Andrada e o juiz Manoel Amaro de Lima se encontram no Maracanã trinta anos depois do Milésimo Gol; Chico mostra suas lembranças, 1999

Chico e o éter

Em um jogo no Maracanã contra o Botafogo, Chico e eu acabamos protagonizando um momento hilário para o público presente.
Levei uma bolada na coxa esquerda e caí me contorcendo em dores. O socorro chegou rápido. Chico ajoelhou-se ao meu lado e inadvertidamente jogou éter no local contundido, atingindo sem querer, literalmente, o meu “saco”.
Sai do chão feito Saci, me equilibrando numa perna só e urrando de dor. Gritei:
-Chico, seu filho duma égua, você vai morrer!
Chico saiu correndo e eu atrás dele. E o povo morrendo de rir no estádio sem entender nada do que estava acontecendo.


Volta Redonda: Aluisio, Paulão, Fred, Fernandão, Zé Maria e Valdir; Jorge Cuica, Mauro, Acilino, Ademir e Paulo César Espanta Neném. Massagista Chico. (Maracanã, 1976)

4 comentários:

Adalberto Day disse...

Meu grande Valdir Chiquinho
Essa da camisa 1000 em Pelé, eu já sabia , tenho até revista aqui que mostra. Porém não sabia que foi o Chico massagista. Interessante que ele pequeno era chamado de Chico e você grandão, chamado de Chiquinho heheheheheheh. Muito interessante esse causo, parabéns.
Um abraço de Adalberto Day de Blumenau/Cientista Social e pesquisador da História.

César disse...

Parabéns Chiquinho, seu blog é 10. Cara passei a noite lendo todas as histórias, e que histórias. Pode ter certeza que ganhasse mais um leitor.

Um forte abraço.

César L. Pires.

Anônimo disse...

Poxa Valdir, cada poster seu eu me surpreendo, essa do Chico e o Saco, foi muito boa viu, parabens, mas Quero atraves dess Blog prestar a minha solidariedade ao povo catarinense pelo ultimos episodios das chuvas, deus proverá grande Valdir! valeu! Genildo Oliveira/Mossoró Rn

Ricardo disse...

Putz! Éter?! Realmente, a cena deve ter sido hilária!
Abração!
Ricardo (Campos-RJ)