sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Carta aberta de um massagistaRio, 01 de maio de 2005.
Prezado Valdir,
Comecei no futebol no Fluminense F.C-1965, levado por Dr. Arnaldo Santiago.
Em 1968- Dr. Luiz Leão me levou para o Vasco da Gama. Fui campeão de 1970.
Participei do milésimo gol de Pelé.
Fui eu que entreguei a camisa 1000 do Vasco em 19-11-69. Veja reportagens.

Fui para o Voltaço indicado pelo então Presidente da CBF Almirante Heleno Nunes, Flávio Costa, Paulinho de Almeida, Hilton Santos. Foi muito legal para mim. Agitamos a cidade do aço com o evento. Os jogadores endeusados, um grupo alegre.
Lideramos o campeonato Carioca por seis rodadas.
Fiquei no Voltaço até 1982.
Em 1982 fui para os Emirados Árabes Sharjah. O nome da cidade e do clube.
Fui campeão em 1983. Fiquei até 1985.
Em 1986 o João Francisco técnico, me apresentou ao Abel ex ponta do Santos e fui para o Catar clube Schamal, fui campeão da 2ª divisão por esse clube.
Depois andei pelo Árabe Catar Clube e depois fui parar na seleção do Catar até 1994, fui campeão da Ásia com o Dino Sani.
Parei no futebol em 1994.
Fiz muitos amigos e como...
No Vasco, Voltaço e na Arábia.
De vez em quando a turma do Voltaço se reunia com a iniciativa do Valdir Appel “O Chico” como é chamado carinhosamente.
Peço desculpas ao Valdir goleiro pelo vexame no Maracanã quando joguei éter naquela parte delicada...ele urrou como lobo.
São coisas da vida.
Ídolos são tantos, mas vou citar alguns:
Orlando Peçanha, Brito, Andrada, Nilton Santos, Tostão e vai por aí afora.
No Voltaço todos foram meus ídolos.
Dr. Nelson Gonçalves e Dr. Isnaldo Gonçalves.
Foram fora de série com todos nós.
Conselho que daria para quem está começando agora: respeito, postura de homem, muita dedicação nos treinos e saber dos seus limites como profissional.
Histórias: o desodorante 1010 que o PC Espanta chamava de ioiô e Amaro Roupeiro: assistia o filme de Bufalubio e que eu ia para a Arara-Sardita.
Um certo Dr. Levou o goleiro sobrinho dele para treinar. Não pegava nada me deu trabalho. O Paulinho mandou bombardear o cara de bolas que chegou a desmaiar. Nunca mais apareceu.
Paulão no Retiro. Estava conversando com uma moça e o pai dela correu atrás dele com um revolver 38. Ele pulou um muro de dois metros de altura.
As concentrações do Retiro e do Hotel Embaixador foram o máximo, é difícil de esquecer. Foi por demais valeu. O campeonato Brasileiro também foi um marco!
Tudo está na minha memória.
Lembra-te quando a gente ia jantar no restaurante Bambu após os jogos?
A multidão deixava a gente louca.
Bem, Valdir. Espero que eu tenha colaborado um pouco com as nossas histórias.
Tudo de bom para você e família.
Receba meu abraço carinhoso
Francisco Pinto da Silva*
-Em 2004 o Voltaço reuniu ex-jogadores, dirigentes, técnicos e torcedores em Volta Redonda para comemorar mais um aniversário de fundação. Chico fez questão de levar suas lembranças: Uma réplica da camisa 1000 do Vasco que ele vestiu no Rei Pelé; uma das bolas do jogo e uma camisa 10 do Santos presenteada por Pelé no dia do Milésimo Gol.

Vasco 68: Valdir, Brito, Moacir, Benetti, Eberval, Ferreira e Chico; Nado, Alcir, Valfrido, Bianchini e Danilo Menezes.
*Chico nasceu na Bahia no dia 05 de maio de 1934. Mora no Rio de Janeiro.

3 comentários:

Dilton disse...

Caro Chico
Belas lembraças. Por estas e outras, vejo que no futebol não existem só sacanagem.
Dilton

Roberto Vieira disse...

O futebol segue traduzindo a vida... Ou será o contrário? Grande relato...

Antonio disse...

Valdir,

Parece que éter naquele lugar é coisa INESQUECÍVEL.rsrsrsrsr

Abração.

Antº Estevam