sexta-feira, 11 de abril de 2014

Álbum de figurinhas



Álbum de figurinhas, um divertimento que resiste à modernidade

 
A cada ano surge no mercado uma grande variedade de brinquedos, com as mais modernas tecnologias. Os jogos desenvolvidos para serem utilizados no computador então, estão cada vez mais sofisticados.
Entretanto, existe um divertimento que, apesar de todos os avanços tecnológicos e mudança de costumes, consegue, ainda hoje, mais de um século após ter surgido, causar o mesmo fascínio na criançada: o velho e sempre atual Álbum de Figurinhas.
No Brasil, os primeiros álbuns surgiram no final do século XIX, quando os fabricantes de cigarros lançaram os cromos para divulgar os seus produtos.
Assim que Charles Miller trouxe o Futebol para o nosso país, em 1894, esse esporte logo se tornou uma paixão nacional. Vários clubes foram surgindo e, consequentemente, os grandes ídolos.  Assim, na década de 30, surgiram os primeiros álbuns com as fotos dos jogadores de futebol e  logo virou uma grande febre para os colecionadores, sejam crianças, jovens, adolescentes ou mesmo adultos.
Em época de copas do mundo, então, como agora, onde as paixões e rivalidades entre os torcedores são deixadas de lado, em prol de um objetivo comum que é a vitória da seleção, os álbuns de figurinhas sempre fazem o maior sucesso.
Com o passar dos anos, os álbuns foram se diversificando e vários outros temas passaram a ser lançados pelos fabricantes dos cromos, seja sobre um seriado ou desenho de sucesso na TV. 
O mais importante no costume de colecionar figurinhas é que incentiva a interação e o relacionamento entre as crianças e jovens, fato não muito comum, em épocas de solitários jogos eletrônicos, no computador. 
Recordo-me bem que, no início dos  anos sessenta, cheguei a andar vários quilômetros,  de São Mateus,  bairro onde eu morava em Juiz de Fora, Minas Gerais, até um bairro distante, atrás da figurinha de Djalma Santos,   que faltava para eu completar o meu álbum da copa de 1962, no Chile.  
Aliás, trocar aquela figurinha repetida ou disputar no “bafo” por alguma que faltava no seu álbum era o maior barato e agitava a molecada do bairro.
Hoje em dia os cromos são autocolantes, mas, no passado, muitas vezes nos mesmos tínhamos que fazer a cola (grude) para colar as figurinhas no álbum, utilizando a velha receita de levar ao fogo um pouco de Maizena com água. 
Passados tantos anos de seu lançamento, esse saudável divertimento continua fazendo a alegria da criançada. Que bom vê-los reunidos nas proximidades das bancas de jornal, às vezes até com os pais e avós, comprando ou trocando suas figurinhas, em época de lançamento de algum álbum de sucesso, como agora, véspera da copa do mundo, no Brasil.

 Victor Kingma
 
PS-Meu caro Victor, faço algo parecido com os meus vinis, só não dá para disputar no bafo, risos. Valdir Appel

2 comentários:

Victor Kingma disse...

Disco de vinil é show, né amigão. Também tenho algumas raridades.

Adalberto Day disse...

Valdir
Nunca vamos perder a mania de colecionadores de figurinhas. Sensacional. Ainda tenho alguns albuns.
Adalberto Day cientista social e pesquisador da história em Blumenau